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O governador da Bahia, Rui Costa (PT), defendeu nesta quinta-feira (22) a fusão de siglas de esquerda para superar o que ele diz ver hoje como “boicote” da grande mídia à oposição. Ao defender uma espécie de autocrítica, ele afirmou que o bloco está “fragilizado” porque há uma pulverização entre as legendas, o que incluiria o seu próprio partido.

“Eu acho que esse sentimento de fragilidade da oposição um dos motivos. Eu sou daqueles que acham que nós temos que olhar onde nós estamos errando também, e não só apontar eventualmente. O que é realidade é há um certo boicote da grande mídia. Mas eu diria onde nós estamos errando? Eu acho que nós estamos errando na pulverização. Hoje, infelizmente, a oposição está atuando de forma muito pulverizada e, ao se fragmentar e se pulverizar, você passa essa sensação de fragilidade”, disse o governador em entrevista à rádio Metrópole.

As declarações do governador corroboram afirmação feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na quarta (21), também em conversa com a mesma emissora.

Ao apresentado Mário Kertész, Rui Costa afirmou estar articulando, com apoio de outras lideranças, um movimento “mais enfático” para propor uma aglutinação “daqueles que querem o bem do Brasil”

“Se for o caso, defender inclusive fusão de partidos. Hoje, por exemplo, se você funde o PT como PSB, eventualmente com o PC do B, você já tem um partido de mais de 100 deputados na Câmara. Portanto, passaria a ter peso na articulação política, na votação. Passaria a ter voz. Seria impossível qualquer veículo de imprensa sonegar ouvir esse grande bloco de partidos, esse grande novo partido”, afirmou o chefe do Executivo baiano.