Por Bruno Leite / Nuno Krause Foto: Leandro Aragão / Bahia Notícias

O presidente do Bahia de Feira, Jodilton Souza, é um dos citados no relatório final da CPI dos Contratos da Saúde Municipal, que culminou na deflagração da operação No Service, da Polícia Federal, na manhã da quinta-feira (4).

A comissão apontou supostas ilegalidades em contratos firmados pela gestão feirense com cooperativas de terceirização de mão de obra e outras irregularidades envolvendo outras empresas do setor de saúde, uma delas o HTO, cujo sócio-administrador é o dirigente do clube de futebol.

De acordo com o documento, Jodilton foi o responsável por adquirir as cotas do secretário de Saúde Marcelo Britto, que se desfez da sua participação no quadro societário do HTO em 2021, através de uma venda que teria sido simulada, intermediada pela cunhada do titular da pasta, Maria José da Veiga Marcelino.

A negociação aconteceu, indicou a CPI, por um montante muito abaixo do valor de mercado, por R$ 17 mil cada uma. À época, Marcelo agora afastado estava prestes a ser nomeado como secretário no governo do prefeito Colbert e, por conta do credenciamento que o hospital tinha com o Sistema Único de Saúde, não poderia manter contrato com o município nem ser sócio de empresa que o tivesse.